O Laticínios Scala estimula os seus colaboradores a ampliarem seus conhecimentos técnicos e sistêmicos no segmento de lácteos. Por isso deixa um espaço aberto para que artigos diversos, desenvolvidos por estes colaboradores engajados, sejam publicados neste Website. Assuntos como qualidade, responsabilidade ambiental e social, produção, estratégia, legislação, tendências do setor, entre outros, são convocados para serem discutidos e debatidos entre todos.

D. Cléria - Lembranças


Na edição do mês de dezembro de 2007 do Informativo “Queijo com Prosa” tivemos a honra de bater um papo com a matriarca da família Scala, Cléria Scalon Cerchi, que tirou do fundo do baú a história de uma vida cheia de conquistas, de lutas, esforço e trabalho lado a lado com seu marido Leonildo L. Cerchi (Sr. Nino). 

 

O início:

Quando nos casamos, Nino tornou-se sócio de meu pai em um armazém de secos e molhados. Enquanto entregava encomendas aos fazendeiros da região, aproveitava o tempo e negociava o queijo tipo Minas no atacado e varejo. Trocava mercadoria do armazém pelo queijo mineiro. São muitas lembranças... enquanto o Nino viajava pelos arredores, eu lecionava no grupo “Afonso Pena” na parte da manhã e os meninos (filhos) pequenos ficavam com mamãe. 

O queijo no mercado:

O queijo Minas era vendido em São Paulo (capital) e no interior. Lá existia um representante que repassava o queijo, como hoje. Ele telefonava e nos colocava a par do preço. Foi aí que surgiu a oportunidade... em abril de 1964, Sebastião Scalon juntamente com Nino compraram a fábrica de manteiga do Sr. Galipe Nasser e foi transformada em laticínio. Durante 10 anos eles foram sócios, surgindo assim o ‘Laticínios Scala’. Essas duas pessoas tinham garra e trabalhavam muito. Depois disso, em 1973, o Nino comprou as quotas do Sebastião e transferiu pra mim, onde me tornei sócia, permanecendo a mesma razão social Scalon & Cerchi Ltda.O tempo foi passando e foi trabalho mais trabalho. E Nino cansou, esgotou-se de tanto trabalho. Tinha bons funcionários mas ele tomava conta de tudo e os meninos estudavam fora.  

Uma nova idéia:

No ano de 92, Nino me consultou (como sempre fazia) e adquiriu a sede da antiga ILASA, da então proprietária Embaré. Foi nesse ano, que o Léo e o Marcel também se tornaram sócios, sendo que já atuavam como bons administradores desde aquela época. Após as reformas, no ano de 96, reacendeu o grande sonho de Nino: as instalações do Laticínio Scala II.Lembro-me de que uma vez o Nino saiu para comprar queijo e eu estava esperando o Marcel, ele fez uma viagem rápida e quando o médico contou-lhe que era outro menino, o Nino ficou tão satisfeito. Na época da compra do outro laticínio, para que tudo desse certo, tivemos que fazer muita economia... 

E hoje:

A vida continuou. Os meninos estão muito animados, mas têm trabalhado muito. Formaram, são grandes administradores da empresa. A presença no dia a dia: Quando penso alguma coisa, falo com os filhos se a idéia der certo eles continuam, se não der eles modificam-na. Hoje está tudo dando certo, no presente momento o leite e o queijo subiram, mas estes são ciclos que atravessamos. 

Mensagem:

A mensagem que deixo aos colaboradores é de agradecimento, muitos vendem o nosso queijo tudo corre bem e, se Deus quiser continuaremos. Agradeço também aos fornecedores que prosperaram. Foi uma vidinha meio apertada, no começo, mas agora graças a Deus, passou.A saudade maior é do Nino, das nossas viagens... Agora vamos ver o que Deus vai nos traçar, que Ele abençoe todas as pessoas que nos ajudaram e com muito prazer. Foi difícil, mas deu certo. Muito obrigada a todos.